Vídeo dos alunos da UNESP Bauru em simpática reunião matinal com o Diretor Roberto Deganutti e seu fiel escudeiro José Munhoz, dissertando longamente acerca da privatização e da precarização da Universidade. Se é melhor pra sociedade, pra tiazinha da limpeza ou pro dono da firma, você decide ligando para 0800-717171. É sua chance de sair do seu lugarzinho confortável e ser sujeito da sua própria formação! Com estrelando: Munhoz, Dega, Bia, Jorge, Gringa, BO, Débora e Ynaiá. Um oferecimento: Arroz de Ato-festa: o mais 'soltinho'! .
Foi vendo um desses posts do PC que eu comecei a reparar que de fato a gente vive a era das meninas de cabelos muito lisos. Eu já tive a oportunidade de dissertar sobre a beleza feminina em linhas de outrora e hoje venho manifestar meu repúdio às meninas que, estupidamente, se submetem às chapinhas pra ficar com o cabelo MUITO liso. Meninas de cabelo muito liso são bastante parecidas, afinal elas estão dentro da tendência de ter cabelo muito liso, na qual se inserem 75% das garotas atualmente.
Ter cabelo liso, tudo bem. É uma parada que não é pra todo mundo e você não pode se livrar disso se nasceu assim. Mas tem umas minas que se submetem à algum tipo de procedimento nuclear pra ficar com o cabelo muito liso, de uma maneira gritante. Perceber que vastas maiorias de gurias estão nessa condição é uma parada triste. Não é o problema de elas ficarem feias, elas ficam bonitas assim, quem há de negar? O problema é que isso vira uma tendência de tal maneira universal que todo mundo tá colando em seus álbuns do Orkut figurinhas nessa pose. Mano, que coisa mais idiota! Essas gurias fatalmente serão pares daqueles caras categorizados como Gordinho-meio-fortinho-meio-bombadinho. Essas figuras que usam camisas pólo com um brasão do lado direito, tomam Smirnoff no posto de gasolina e têm no bolso um convite do primeiro lote daquela balada. Balada para a qual a namorada dele estará com aquele cabelo Loreal porque eu mereço, deveras maquiada. Não há mais espaço para os cabelos cacheados, black, encaracolados, dreads, etc. Todos foram abduzidos pela lógica arbitrária dos cabelos muito-muito lisos. Como disse o Baleiro, Comercial de shampoo, cerveja e celular, modelos para crer, Credicard. Mas essas garotas não estão só nas baladas leléski open bar. Elas também estão no SESC. Sim, Bauru tem um público bastante peculiar quando se trata de pessoas descoladas. Diferente de Araraquara, em Bauru as pessoas alterninhas são chiques, elas são bem engomadinhas. Existe uma quantidade assustadora de peruinhas-alternativas por aqui. O cabelo delas? Daquele jeito. Araraquara não, amigo. Lá a galera alternativa é ortodoxa de dar medo. A própria mina percussionista da banda setentista araraquense Os Rélpis é um outdoor de repúdio ao alisamento indiscriminado dos capilares. Pessoas do sexo feminino, saiam desse lugar comum, dessa unanimidade dos cabelos lisíssimos. Exerça o seu direito de não estar igual à todas as outras.
Internauta atleticana-chicletera influenciada pela relativização das formas mais desenvolvidas da cultura diz: *Oieeeeeeeeeeee! =)))
Pedagogo histórico-cricri diz: *o que você tem de produção musical acumulada histórica e socialmente pela humanidade pra socializar?
Internauta atleticana-chicletera influenciada pela relativização das formas mais desenvolvidas da cultura diz: *Q??
Pedagogo histórico-cricri diz: *A gente poderia fazer um intercâmbio cultural, eu tenho alguns arquivos em mp3 *Juntos poderemos nos apropriar melhor do patrimônio cultural humano-genérico
Internauta atleticana-chicletera influenciada pela relativização das formas mais desenvolvidas da cultura diz: *entaum, é ki eu tenho ki customizá meu abadá *dps agente se fala *bjs! =)
Internauta atleticana-chicletera influenciada pela relativização das formas mais desenvolvidas da cultura está offline. _
Fazia um tempo que o ócio criativo não pairava sobre as cabeças desocupadas da minha sala. Foi num dia desses que ouvindo sobre as abordagens do ensino de Educação Física que nós decidimos criar mais uma vertente em educação: trata-se da Pedagogia crítico-fanfarrona! Atualmente respondem pela teorizações teoréticas, dentro de um exercício de exegese e hermenêutica, Teixeira Neves (2010) e Damasceno (2010), respeitados neo-doutores de Massachussets especializados em teses conspiratórias da educação. Dentre suas publicações mais importantes constam: Para além da pós-modernidade, Políticas públicas assistencialistas no comunismo primitivo, Aprendendo a viver junto: a intolerância à atleticanos nos campi da unesp e Bauru é foda: análise de um imbróglio. Esse post visa explicitar muito brevemente os pressupostos da Pedagogia crítico-fanfarrona:
Esses tempo atrás, uma pá de mano se juntaram em torno de um mesmo ideal: a quebra do paradigma da quebra de paradigmas. Dorival Super Nany foi quem iniciou a desistematização desses estudos fanfarrões, buscando a elaboração de uma teoria pautada na maloqueragem como princípio educativo. De lá pra cá, alguns outros teóricos neo-doutores tem se engajado nessa labuta. Para Sartoretto (2008) a picaretagem é o eixo norteador da fanfarronice, porém Magda (2007) mostrou que toda essa elaboração não passa de um mito, pois de acordo com a autora, personalidades como Xuxa e Pelé não são mitos.
O educador crítico-fanfarrão preza pela fanfarronice como abordagem teórico-prática, fazendo da picaretagem um instrumento de emancipação humana. A PCF adota como metodologia qualquer metodologia, não fazendo acepção de métodos e jeitinhos. Tem como pressuposto a ação pela ação, isto é, a aula pela não-aula. Com efeito, a Pedagogia crítico-fanfarrona é a negação da negação da negação da negação do aprender a aprender a aprender a aprender a aprender.
Olá, como vai você? O canal maspoxavida é a melhor coisa que aconteceu desde o los hermanos. Uma mina do meu Orkut postou um vídeo do Pecê, o dono do canal, e eu como bom desocupado que sou fui ver qualéra. E era a descoberta de um mensageiro messiânico trazendo reflexões sobre milhares de coisas que eu compartilho sobre a vida, a sociedade, o cosmos e sobretudo sobre os outros. [eu ponho vírgula onde eu querê] Não faz mais que dois meses que esse sujeito (Pecê é de Paulo César) começou a postar videocast’s em seu canal (maspoxavida) no Youtube. Funciona assim, o cabra liga a câmera e vai falando o que ele acha sobre assuntos mil, geralmente coisas do cotidiano. Mas pra falar de tais coisas, mesmo do cotidiano, ele precisa de categorias e critérios sólidos. É uma reflexão profunda mano! Ou seja, não é a mesma coisa que aquele seu amigo ou aquela sua amiga que só sabe falar o que ela fez no dia ou contar coisas que já aconteceram com ela ou seus familiares ou com o amigo de seu primo. Essas são pessoas presas ao próprio umbigo, que não conseguem discutir nada muito além da sua própria experiência. Pessoas interessantes pra mim são aquelas capazes de inventar teorias sobre as coisas, sobre as bandas, os filmes, os professores, as teses dos autores que se estuda nos textos, os programas de televisão, a pose londrina das bandas gaúchas, o fenômeno das garotas marxistas da esquerda-chique, aquelas outras que fazem o estilo peruinha-alternativa, e as outras que inudam seus álbuns do mais profundo narcisismo. Mas chega de blábláblá whiskas sachê. E não me venham me chamar de ranzinza! Quem de vocês nunca conversou com um engenheiro bombadinho de abadá que tem um golzinho tunado e que só sabe retornar ao velho círculo vicioso dos assuntos da sua própria existência? A mediocrização do cotidiano é um fato empiricamente verificável. Basta, eu quero paz! O PC, portanto, é o porta-voz estrábico de todos nós seres humanos vítimas da opressão da ditadura da felicidade. Sim, articulemo-nos e vamos juntos acabar de uma vez por todas essas manifestações sociais puramente egocêntricas! Para verificar se você se enquadra no nosso conceito de oprimido consulte as premissas a seguir, mas se você não está gostando do tom desse texto, não prossiga porque provavelmente você já se deixou cooptar pela Zé-baladisse e pelos zé-baladinhas com seu estilo de vida assaz descolado/fanfarrão. Os militantes do movimento contra a Ditadura Breja e Balada são pessoas que:
1.Não têm a necessidade lisérgica de ir pra balada curtir a vibe; 2.Não gostam de cerveja pela simples convenção juvenil de gostar de cerveja; 3.Não fazem propaganda da sua condição medíocre de suposto cachaceiro; 4.Têm preconceito contra gente rica e toda sorte de gente gatinha/fortinha; 5.Não têm a insuportável mania de usar óculos escuros pra esconder um olhar blasé achando tudo tão déja vu mesmo antes de ver; 6.Geralmente não se sentem seduzidos pela idéia de ingerir fumaça através de um canudinho de papel incandescente; 7.Não fazem comentários do tipo Linda demais²/Gato demais³ nas fotos de seus amigos; 8.Chega.
Esse post ficou num arquivo de Word uma semana no meu computador e eu pensei diversas vezes em não postar, porque as pessoas vão me crucificar me chamando de velho insuportável, mas foda-se, isso já acontece. Só gostaria de ressaltar que apesar de no fundo, no fundo, ser mais ou menos isso que eu penso, não é com essa intensidade toda o tempo inteiro. Pode ser que eu pense essas coisas e julgue as pessoas [não me olha com essa cara de Madre Teresa] por essas atitudes juvenis, mas não com tanta intensidade. Porque se eu parar pra pensar, 85% dos meus amigos se encaixam nas categorias acima descritas. Esse era pra ser apenas um post no estilo fica a dica falando sobre a genialidade do Pecê, mas ele me despertou uma puta vontade de pegar carona nessa cauda de cometa. Maspoxavida, vejam os vídeos e sejam felizes. .