Tese dois: Rebeldes sem causa

sábado, 11 de abril de 2009

Ainda no sentido da tese um, é muito comum você ver os apresentadores joviais, sarados, descolados, dizendo com cara de militante esquerdista que nós temos que cobrar dos políticos, que ‘a galéra tem que se ligar e cobrar mesmo, o que é nosso direito meeoooo’. Esses dias no Portal Mtv, a Sophia, que é a melhorzinha de lá, propôs a enquete sobre quais questões são decisivas pra um país melhor. Resultado: em primeiro lugar, as pessoas acharam que a destruição da natureza e da poluição do ar é o que ta fodendo mais ultimamente. Segundo lugar: a violência é um fator que realmente prejudica a sociedade brasileira, então ‘acabar com a violência’ é o segundo fator mais importante pra um Brasil melhor. E em terceiro, a corrupção dos políticos é o motivo que tranca o pogresso do nosso povo. Fica a dica pra numa próxima enquête eles porporem a causa desses três motivos, que são a CONSEQUÊNCIA de outros problemas muito mais graves. Chutar cachorro morto, subir no púlpito do Altas Horas e dizer que você está revoltado com o aquecimento global, com a violência e com a corrupção dos políticos até as menininhas-aeromoças do Sesc com seus lenços no pescoço sabem fazer. Esse é o discurso dos rebeldes revoltados com as conseqüências, e não com as causas dos problemas, os famosos rebeldes sem causa. Aliás, quando foi a última vez que você viu um clipe do Ultraje na Mtv? Isso já diz alguma coisa.
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Teses sobre a Mtv

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Ultimamente eu tenho visto mais a programação da mtv do que as outras emissoras. Realmente a grade da tv aberta é uma mierda, estática, sempre viciada nos mesmo truques baratos de sempre. Prova disso é que acabou de acabar a NONA edição do Big Brother. Desde 2000 que esse programa impesteia nosso começo de ano. Eu tenho medo que ele continue tão definitivo assim. Mas não é de Big Brother que eu venho falar mal hoje. É da Mtv.
A Mtv, ao contrário das outras tv’s, tem uma programação mais dinâmica, até porque é voltada pra um público mais jovem, adolescente demais às vezes aliás. Ora, sendo assim, a filosofia da emitevê tem que professar a fé com que o pessoal com menos de trinta se identifique. Eu vou ser um pouco moralista e um pouco careta, mas o nível de adolescência da programação daquilo está atingindo níveis impossíveis.

Tese um: O paradigma da proteção integral

A Mtv sempre foi acusada de ser alienante. O tal do Jhon Zerzan, no documentário Surplus, disse que seu modelo de violência é o cara que fica fumando maconha e assistindo Mtv. Ora, a emissora tem que desenvolver mecanismos de proteção contra esse tipo de acusação. O Mtv debate é um deles. Geralmente o programa é um caos de gente falando junto, e o Lobão se mostra demasiadamente insuportável, com as verdades que ele acumula desde os anos 80. Outro mecanismo digno de tese de mestrado são as chamadinhas eco-logicamente corretas. A Mtv tem que mostrar ao seu jovem telespectador que é engajada, compromissada com o efeito estufa. Ora quem é contra a consciência ambiental? Quem é a favor do aquecimento global? Os caras tão chutando cachorro morto. Tem sim que falar de proteção integral ao meio ambiente, mas isso é só o começo. Porém a Mtv tem o álibi de o Nelson Rodrigues ter dito que “só os profetas enxergam o óbvio”. Profética Emitevê
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Ninguém me pega



Curta do Túlio, com estrelando a galerinha de jornal do grupo de Direitos Humanos.
Esse era o Seminário abandonado que nos serviu de alojamento no Congresso de Araraquara.
Depois de escrever seu livro, plantar sua árvore e ter seu filho,
durma num desses seminário dos anos 70.

Talvez role uns projetos ae, pra esse ano de 2009.
Quem sabe alguma coisa com Fefelechers,
Aguardem
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Meio intelectual, meio de esquerda

domingo, 5 de abril de 2009

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de 150 anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de 150 anos, mas tudo bem). No bar ruim que ando freqüentando nas últimas semanas o proletariado é o Betão, garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas acreditando resolver aí 500 anos de história. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar "amigos" do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura. "Ô Betão, traz mais uma pra gente", eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte do Brasil. (...)



Trecho de um texto do Antônio Prata, um dos caras que eu mais usava pra dá interpretação de texto no Cursinho. Ele demora, mas responde os scraps; fica a dica pras garotas que liam a Capricho.
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Crioncinhas

sexta-feira, 3 de abril de 2009



Pra esse tipo de aluno ninguém me dá bolsa
Tsc
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Los Hermanos Begins

quarta-feira, 25 de março de 2009


Domingo último foi o segundo show do Radiohead no Brazil, com direito à abertura pelos cariocas do los hermanos e os alemães do Kraftwerk, que até então eu não fazia nem idéia que existia. Los Hermanos esses que estavam em hiato, em recesso por tempo ainda indeterminado;
No presente, o Radiohead não interessa, a não ser pelo motivo que ele foi a causa do ajuntamento daqueles quatro barbudinhos.
A última vez que a banda tinha se juntado pra tocar foi na gravação do Multishow Registro, no show de despedida na Fundição Progresso. Pois bem, entre este show e este último há que se fazer algumas colocações, para os blogueiros desempregados que tanto gostam de tietar aqueles caras estranhos. No fundo eu sou mais um garoto achando que sua banda preferida é a melhor banda do mundo. Então vamos falar de entrelinhas fúteis que é isso que interessa.

No show da Fundição o diretor do dvd foi o Nilson Primitivo, e como o trocadilho já foi bem usado, o registro ficou igualmente primitivo, com ar de documentário. Tipo ‘alguém pega uma câmera aí e grava esse momento’. Tomadas de lugares esquisitos, nada muito bem produzido, mas segundos os caras esse tal de Nilson ‘faz cinema de uma forma diferente’. Nada muito comportadinho como os acústico Mtv, mas ficou estranho mesmo. Enfim, a banda é boa e a qualidade do áudio e todas aquelas músicas num show de despedida valeram a pena.

Numa entrevista ae o Camelo disse que como há a necessidade de rotular a banda, e por eles serem meio difícieis de catalogar, é comum os jornalistas olharem e dizerem “ah, todos vocês têm barba né!”. A barba muitas vezes é critério de classificação da banda.
Talvez o Los Hermanos seja uma banda com um estilinho e tal. Estilinho cult, cariocas da gema da Puc. Mas a forma não se sobrepõe em momento algum ao conteúdo. Voltemos à despedida da Fundição Progresso.
No show do último dvd Marcelo Camelo estava de terno, O Amarante de camiseta, o Bruno como sempre e o Barba de bermuda. Um absolutamente nada a ver com outro. O único dissonante nessa história era o senhor marido da Mallu, que até então ninguém tinha visto o cara estranho de terno. Outra diferençazinha era o Barba que estava particularmente esculachado pra gravação de um dvd. O cara de bermudão de domingo tocando de meia.
Futilidades à parte esse é um Los Hermanos quase convencional, já que eles não são uma banda de caldeirão do Huck, não tem figurinistinha por trás cuidando da imagem da banda.

Já no show do Radiohead os cabra estavam bem no estilinho. Todo mundo muito parecido, e o Barba, aquele de bermuda e meia, tava com uma camisa xadrez toda descolada. Opaaaaaa
Na entrevista pro Edgar logo depois do show ele já estava com suas convencionais camisas de esporte. Isto é, alguém andou se preocupando com o rótulo dessa vez. O Amarante que sempre foi o mais excêntrico dos 4 estava com um nike verde berrante.
O saldo de dois anos de recesso do Los Hermanos fica assim: uma barriguinha saliente pro Marcelo Camelo, fim dos cachinhos miguxescos de Rodrigo Amarante, bigodinho e um estilo pequeno-burguês pra Bruno Medina, e uns tantos outros quilos a mais pra Rodrigo Barba, além de sua nova camisa indiezinha-under-rock.
Produtivamente, dois discos paralelos dos guitarra, participação com a Calcanhoto pelo mundo pro tecladista Medina e na Canastra pro Barba.

E que venha o dvd do Sou, com os inorgânicos paulistanos do Hurtmold, já que o cd do Litlle Joy deixou muuito a desejar com seu derundêzinho californiano que não convence.
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Cara valente

quarta-feira, 18 de março de 2009




Aaai ai,
Quem vai querer ir num show da Ivete Sangalo?
"Pra manter esse corpitcho bacanaa..
Dia 26 de março, Sesc Bauru, só para raros.
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